Ainda que eu falasse
A língua dos homens
E falasse a língua dos anjos,
Sem amor eu nada seria.
É só o amor! É só o amor
Que conhece o que é verdade.
O amor é bom, não quer o mal,
Não sente inveja ou se envaidece.
O amor é o fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.
Ainda que eu falasse
A língua dos homens
E falasse a língua dos anjos
Sem amor eu nada seria.
É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É um não contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder.
É um estar-se preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É um ter com quem nos mata a lealdade.
Tão contrário a si é o mesmo amor.
Estou acordado e todos dormem.
Todos dormem. Todos dormem.
Agora vejo em parte,
Mas então veremos face a face.
É só o amor! É só o amor
Que conhece o que é verdade.
Ainda que eu falasse
A língua dos homens
E falasse a língua dos anjos,
Sem amor eu nada seria.
Com absolutamente nada na cabeça, e nada na alma, não dá pra contradizer o que hoje esta escrito, não da para reverter, voltar, reviver ou transcrever, se foi… Para nunca mais se dar por entendido, sem revoltas e troca de posições, perdi pelo caminhos todas as respostas, conclusões, e certezas. Agora dúvidas me cercam sem que eu possa enxergar detalhes, aperta aqui dentro cada vez mais, cansei de permanecer nesses testes, cada vez mais intenso e desfavorável para tudo que está a minha volta, pela última vez repito… Revivendo, apagando e amando. Tolo devaneio.